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14/11/2010

EPILEPSIA





 









Personagens da história mundial, que contribuíram com a nossa sociedade como Van Gogh, Napoleão Bonaparte, Machado de Assis, Alfred Nobel, Joana D’Arc, etc. tiveram epilepsia. Isso significa que as pessoas portadoras de Epilepsia não são menos inteligentes e que atualmente, com os avanços da medicina, elas podem ter uma qualidade de vida muito melhor que esses personagens tiveram nas suas épocas.

EPILEPSIA:
  • Condição neurológica grave muito comum que acomete 1-2% da população brasileira, ou seja, 3 milhões de pessoas;
  • Aproximadamente 50% dos casos começam na infância ou  na adolescência;
  • Ainda hoje essas pessoas, com epilepsia, são estigmatizadas e discriminadas na nossa sociedade por conta da falta do conhecimento de que essa é uma condição tratável.
Em 1997 foi lançada uma campanha global pela Organização Mundial da Saúde (OMS) “Epilepsia fora das sombras” atendimento e tratamento da epilepsia.
ASPE- ONG Executora Oficial da Campanha Global” Epilepsia Fora das Sombras” da O.M.S no Brasil
“Esta campanha desenvolve projetos em diversos locais do mundo com o objetivo de melhorar a identificação e o manejo das pessoas com epilepsia, incrementando a participação da comunidade e criando um modelo de tratamento integral aos pacientes e familiares. Em 2001, a Campanha Global entrou na sua segunda fase com a instituição de projetos demonstrativos que visam formular através de metodologia científica um modelo de tratamento aos pacientes com epilepsia. Têm como objetivo investigar e testar a eficácia de um programa de intervenção que melhore o diagnóstico e tratamento da epilepsia usando drogas de primeira linha e que reduza o impacto do estigma na epilepsia. Quatro países, China, Senegal, Zimbábue e Brasil participam oficialmente desta segunda fase da Campanha Global.
O projeto demonstrativo brasileiro está em andamento desde 23 de setembro de 2002, coordenado e executado pelo projeto ASPE (Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia), uma organização civil, não-governamental, sem fins lucrativos, de direito privado, de caráter médico-social fundada em 27/03/2002, com sede jurídica na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, endereço eletrônico ASPE: www.aspebrasil.org .
A ASPE foi formada então, a partir desta Campanha Global, e conta hoje com os seguintes departamentos: científico, médico, educação, psico-social e comunicação.”
Disponível em < http://www.aspebrasil.org/quemsomos.php > Acesso em  20/9/2010  
DEFINIÇÃO
É uma condição neurológica crônica grave caracterizada por:
·        Crises epiléticas repetidas no intervalo maior que 24 h.
·        Na ausência de febre. A convulsão febril é causada por um fator externo – a febre,  nesse caso a convulsão não é epilepsia.
·        Na ausência de infecções no sistema nervoso ou intoxicação. Ex. convulsões por overdose de drogas não é epilepsia.


COMO SÃO AS CRISES

·        As crises epiléticas, popularmente conhecidas como ataques ou convulsões, são eventos de curta duração.
·        Ocorrem durante o funcionamento inadequado do cérebro que provoca descargas elétricas excessivas.
o   CRISES PARCIAIS: ocorrem  quando a descarga elétrica excessiva ocorre em um local específico do cérebro e duram alguns segundos Durante essa crise, as pessoas podem estar conscientes e apresentam movimentos  em um dos membros ou  alterações de visão, olfato, audição e paladar.
§  Exemplos: pessoa que apresenta os olhos e o rosto sendo “repuxados” involuntariamente e pessoas que em determinados momentos apresentam automatismos (braços) e sentem-se enjoadas  não conseguindo interagir  (crise parcial complexa por perderem a consciência e não poderem interagir).
o   CRISES GENERALIZADAS:  quando a descarga elétrica excessiva ocorre  no cérebro todo. Leva a uma perda de consciência
§  A convulsão: (crise tônico-clônica) é a mais comum das crises.
§  Ausência: a pessoa fica com o olhar fixo em um ponto, se “desliga” e em poucos segundos volta ao normal e continua o que fazia anteriormente.
§   Mioclonias  ou solavancos.
§  Espasmos: encontrados em crianças recém-nascidas e em crianças bem pequenas. Quando esses espasmos, “sustos”, ocorrem sem um estímulo externo é muito perigoso, pois nesse caso há a possibilidade de ser a Síndrome de West, uma síndrome neurológica muito grave que se for descoberta logo no início terá um prognóstico melhor.

A EPILEPSIA NAS DIFERENTES FASES DA VIDA

INFÂNCIA
Por conta da epilepsia nos filhos muitos pais preocupados e confusos tornam-se  extremamente permissivos  ou o contrário, rejeitam a epilepsia e os impedem de viver normalmente participando de atividades sociais  e esportivas.
Esse comportamento inadequado dos pais diante da epilepsia gera na criança,  que percebendo isso nos pais,   comportamentos também inadequados em casa e na escola, dificuldades de aprendizado e de relacionamento com os colegas.

ADOLESCÊNCIA
Quando as crises se iniciam nesta fase - que é a fase dos desejos de independência e autonomia -  a epilepsia vem para se contrapor à esses desejos mantendo os adolescentes dependentes dos pais e  consequentemente começam a apresentar dificuldades de relacionamento social, no estudo, com o futuro, com a sua autoestima, humor e nas atividades da vida diária.

ADULTOS
Supõe-se  que os adultos já encontram-se  estáveis diante da vida pessoal e profissional. Mas quando a epilepsia se inicia nessa fase (geralmente como uma sequela de um AVC -Acidente Vascular Cerebral- ou acidente)  todas as dimensões da vida do adulto são afetadas.

EPILEPSIA NA ESCOLA
A frequência da epilepsia em crianças e adolescentes na fase escolar é muito alta. Mas a maioria dos profissionais da educação não sabe identificar os sintomas e /ou não tem conhecimento se  a criança ou adolescente tem Epilepsia pelo fato de que os pais não informam a escola sobre a situação dos filhos.
 
Por falta de conhecimento sobre a doença há muitos casos nos quais a família da pessoa com Epilepsia a discrimina  pensando, algumas vezes, a estarem  protegendo da discriminação da sociedade ou de possíveis acidentes em trajetos ou no trabalho  ou, no caso de crianças e adolescentes,  para protegê-los dos colegas e professores que possam fazê-los sofrer com a discriminação.

Em outros casos a família entende que a pessoa, desde que esteja recebendo tratamento, não deve ser tratada diferentemente das demais e a estimulam a buscar meios para enfrentar os desafios que todos nós vivenciamos cotidianamente.  

Como vimos anteriormente uma pessoa com Epilepsia pode e deve ter uma vida normal. A sua condição não a impede de exercer a sua cidadania e não pode, em hipótese alguma, ser um entrave que a impeça de trabalhar e participar de atividades físicas e sociais.


Podemos colaborar para que a Epilepsia "saia das sombras" divulgando o nosso conhecimento e agindo de maneira adequada diante de uma situação de crise de Epilepsia.

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