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3 de mai de 2016

Síndrome de Irlen-Distúrbio do Processamento visual e as dificuldades de aprendizagem. -Curso em julho/2016. Vagas limitadas.


Você sabe que a visão é aprendida e que 85% do nosso aprendizado ocorre pelo sistema visual?
Se para aprender a visão é tão importante, podemos concluir que se algo afeta o sistema  visual a aprendizagem pode se tornar um processo muito  difícil ou pode ocorrer de maneira distorcida.
O curso "Distúrbio do Processamento Visual e as Dificuldades de Aprendizagem" é voltado para todo educador e pais que enxergam em seu aluno ou filhos um potencial enorme, mas que este potencial está sendo "bloqueado", limitado, por algo que não se sabe bem o que seja.
Venha conferir e aprender como identificar os sintomas do distúrbio e como intervir para a melhoria da aprendizagem dos alunos ou filhos portadores da Síndrome de Irlen, assim como melhoria da qualidade de vida.




8 de fev de 2015

Caráter se aprende na família e na escola.

O que é o  caráter? O caráter é inato ou pode ser moldado pela educação formal e informal? Como desenvolver as virtudes -obediência, ordem, gratidão, justiça, generosidade, flexibilidade, tolerância, compaixão, coragem etc.-  em nossos filhos e alunos?
As questões tratadas neste livro-escrito por Neuroeducadoras - contribuem com a família e a escola na formação do caráter de nossas crianças.

"O desenvolvimento de um caráter virtuoso requer muito mais do que  boa  vontade e bons exemplos de educadores. Caráter se aprende na família e na escola através da prática constante  de programas de formação ética e moral idealizados com esta finalidade..."


Caso tenham interesse em adquirir um exemplar basta entrar em contato:
Telefone: 11-2309-8243.

26 de mai de 2013

Autismo- Jovem de 17 anos consegue se comunicar utilizando o notebook.

 Carly, adolescente autista, que fora considerada deficiente intelectual,  surpreende a todos, pois agora se comunica, em seu blog e twitter, com as pessoas que querem saber como se sente e pensa uma pessoa com autismo.



29 de jan de 2013

Aprendendo a esperar

Melina Pockrandt

A habilidade de controlar os impulsos com o intuito de obter adiante alguma vantagem ou objetivo desejado. Assim é definida a capacidade de adiar recompensas, atributo exclusivo dos seres humanos e componente fundamental da inteligência emocional. Segundo Norita Dastre, psicopedagoga e pedagoga com extensão em Neurociências da        Aprendizagem, essa habilidade faz com que o indivíduo saiba aguardar o tempo adequado para ser recompensado por suas ações ou seus comportamentos, seja no âmbito familiar, social, profissional ou acadêmico. “Podemos perceber já em crianças bem pequenas a baixa tolerância à frustração por não obterem instantaneamente aquilo que desejam. Essa incapacidade de aguardar o tempo certo para ter o que se quer está se tornando um grande problema social, e a mídia tem colaborado demasiadamente para isto”, considera.

A especialista afirma que é possível – e necessário – que pais e professores trabalhem para contribuir no desenvolvimento da capacidade de adiar recompensas, já que crianças que não apresentam essa habilidade estão mais propensas a demonstrarem características como birra, irritação e raiva, hiperatividade ou apatia, tristeza ou depressão, choro fácil, reação negativa diante de situações novas e impulsividade. Além disso, têm dificuldades em seguir regras, enganam as pessoas para conseguir o que querem e buscam estar sempre em vantagem. “O professor e todos educadores da escola – [incluindo também] porteiros, inspetores, coordenadores, diretores, funcionários da limpeza, secretários, vigias e funcionários da cantina – podem observar facilmente alguns sinais como esses: a criança pode apresentar até mesmo agressividade diante das lições – quando não consegue realizá-las –, tentar burlar as regras das brincadeiras a seu favor e sempre dar um jeito de ser o primeiro na fila da cantina”, exemplifica Norita.

Os pais – com o apoio de avós, tios, professores e outros adultos do convívio da criança – são os principais responsáveis por promover o desenvolvimento da capacidade de adiar recompensas desde muito cedo. “O incentivo à repetição de atitudes inibidoras da impulsividade e da ansiedade, objetivando aguardar o recebimento de uma recompensa, um prêmio ou um presente, é fundamental, e todos os adultos que participam como educadores das crianças e dos adolescentes têm um papel importantíssimo no desenvolvimento desta habilidade”, explica a psicopedagoga. Ela lembra ainda que é importante que haja o controle da exposição a jogos eletrônicos, pois promovem sempre a recompensa imediata, estimulando a impulsividade.  

Desenvolvimento cognitivo e saúde mental

Em 2010, foi publicada a Cartilha do Educador do Projeto Atenção Brasil, com informações referentes a um estudo realizado por neurocientistas do Instituto Glia, com colaboração de pesquisadores da Universidade La Sapienza (Itália), do Albert Einstein College of Medicine (Estados Unidos) e da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto(São Paulo). Com o objetivo de revelar um retrato da saúde mental da infância e adolescência, o projeto fez um levantamento nacional de dados, entrevistando pais e professores de mais de 9 mil crianças e adolescentes das cinco regiões do país.

Segundo consta na cartilha, para 65,1% dos pais, os filhos são capazes de adiar recompensas, e para 34,9%, não. Já os professores disseram que 60,9% das crianças e adolescentes da amostra são capazes de adiar recompensas, ao contrário de 39,1% das crianças. Com base nessas informações, foi possível constatar a relação entre essa habilidade e o desenvolvimento cognitivo e saúde mental: o estudo mostra que crianças e adolescentes que não possuem a capacidade de adiar recompensas apresentam uma chance duas vezes maior de ter baixo rendimento escolar e risco 2,9 vezes maior de desenvolver transtornos mentais. “Os resultados obtidos no Projeto Atenção Brasil reforçam a importância de educarmos nossos filhos estimulando essa habilidade, sobretudo nos dias de hoje, em que uma maciça e subliminar propaganda tenta atraí-los na direção contrária – a do prazer desenfreado e imediato. Para alguns estudiosos, essa tendência guarda relação com epidemias modernas como a do consumismo, a da obesidade infantil e a do uso, abuso e dependência de substâncias”, comenta Marco Antônio Arruda, neurologista da Infância e da Adolescência e diretor do Instituto Glia.

O especialista lembra que educar para o adiamento de recompensas é “educar para o autocontrole, para a autodisciplina, e o controle dos impulsos é também educar para a tomada de decisões” – este último, característica importante para o bom rendimento escolar. A psicopedagoga Norita lembra que, graças ao controle dos impulsos, a criança que sabe adiar recompensas direciona melhor o foco da atenção para o que está sendo ensinado. “Assim, a memória é beneficiada pela direção e qualidade da atenção, base da aprendizagem. Esses alunos também planejam melhor a ação para resolver os problemas – como no momento de escrever, ler ou realizar cálculos –, tendo boa elaboração das suas respostas”, comenta.

Por outro lado, as crianças e adolescentes incapazes de adiar recompensas apresentam maior número de dificuldades, hiperatividade e desatenção, dentre outros aspectos que prejudicam o desenvolvimento acadêmico. “Uma criança impulsiva, que tem uma percepção confusa do ambiente e [mantém] a atenção alternada ou dividida por ficar pensando na recompensa a ganhar pela tarefa realizada, certamente enfrentará dificuldades para aprender e terá baixo desempenho acadêmico”, alerta Norita.

A especialista ressalta que esses indivíduos precisam de ajuda, e o olhar atento de professores e pais é muito importante para esse diagnóstico. “Essas crianças estão expostas aos fatores de risco para a saúde mental, podendo desenvolver problemas emocionais, de conduta, déficit de atenção e transtornos mentais que repercutirão no seu desempenho acadêmico. Caso esta situação não receba intervenção da escola e da família, se arrastará por toda a vida da criança, lhe causando muitos prejuízos”, ressalta.

Sistema de recompensas

Segundo Arruda, os professores podem contribuir para ajudar os alunos a aprenderem a adiar recompensas e a controlar seus impulsos. Ele sugere que o professor crie um sistema de recompensas, baseado em determinadas condutas ou objetivos que sejam relevantes. “A princípio, [a recompensa] pode ser de caráter imediato: os alunos que atingirem os objetivos propostos recebem a recompensa no final do dia. Depois, isso passa a ocorrer no dia seguinte, semanalmente, e assim por diante”, comenta. Com o tempo, o professor pode estipular objetivos mais difíceis e recompensas mais atraentes, que exigem maior esforço e maior tempo de espera dos alunos.

Por dentro do cérebro

O cérebro é um órgão que começa a aprender desde a sua formação. Ele se modifica de acordo com as experiências da pessoa e aprende por meio do exercício. “Durante estas experiências, sinapses (conexões nervosas cerebrais) são criadas e fortalecidas pela repetição. Caso estas sinapses não sejam estimuladas a se fortalecerem por repetidas vezes, pelas experiências, serão eliminadas. Assim como os músculos se enfraquecem pela falta de exercícios”, explica a psicopedagoga Norita Dastre.  A especialista explica que alterações podem ser feitas na forma de pensar, e que estimular a criação de novas conexões neurais visando à aprendizagem de novos comportamentos é possível. “Portanto, esta capacidade pode e deve ser estimulada desde a primeira infância, pois assim a criança vai criando novas sinapses e as fortalecendo pela experiência repetida.”


Saiba mais >>>

Fonte: Revista Gestão Educacional


20 de out de 2012

Neurociência e currículo na educação infantil


As nossas crianças estão entrando cada vez mais cedo nas escolas.Algumas delas com cinco anos e meio a seis anos já ingressam no primeiro ano do ensino fundamental. Isto é muito bom, pois esta idade é a ideal para que todo seu potencial para aprender seja estimulado, mediado e ampliado.
Entretanto, uma questão fundamental  deve ser abordada quanto às práticas pedagógicas utilizadas na promoção dessas aprendizagens, ou seja, de que maneira estas crianças, com todo potencial a ser explorado e estimulado, estão sendo acolhidas nesse ambiente de múltiplas possibilidades?
A  pesquisadora em desenvolvimento humano, com formação em neurociências,  Elvira  Souza Lima trata do tema acima em artigo publicado na revista Presença Pedagógica.
O currículo adotado nas redes de ensino é adequado às necessidades das crianças nessa fase da educação formal? Quais práticas contribuem para o desenvolvimento pleno desses seres em formação e ávidos por aprender?
Segundo Elvira, "para o desenvolvimento das funções simbólicas e da imaginação, a criança precisa exercitar diariamente áreas específicas do cérebro" e para isso algumas atividades, também específicas, devem ser realizadas em sala de aula.
No referido artigo ela relata a experiência de uma rede municipal de educação, em Minas Gerais, que adotou um "currículo para o desenvolvimento da criança para crianças de 4 e 5 anos, que tem como eixo o desenvolvimento da função simbólica e da imaginação".
Bela iniciativa!

Leia o artigo na íntegra.

22 de set de 2012

Como saber se meu filho/aluno tem a Síndrome de Irlen?

Procure observar se o seu filho, a sua filha ou seus alunos apresentam alguns dos  sintomas ou comportamentos, dentre outros,  abaixo:

  • Leitura lenta e segmentada,  comprometendo a velocidade de cognição e a memorização;
  • Cansaço, inversões, trocas de palavras e perda de linhas no texto, desfocamento, sonolência, distúrbios visuais, dores de cabeça, irritabilidade, enjôo, distração e fotofobia (sensibilidade à luz branca) após um intervalo relativamente curto na leitura;
  • Uso constante de bonés justificando incômodo pela luminosidade;
  • Preferência por permanecer em  ambientes na penumbra;
  • Dificuldades na percepção espacial e de profundidade;
  • Esbarra constantemente nos móveis e pessoas.
Caso perceba alguns, ou todos, dos sintomas acima descritos o ideal é procurar por um especialista em avaliação/triagem da Síndrome de Irlen, credenciado pelo Hospital de Olhos.
É bom lembrar que muitos adultos também sofrem desde a sua infância com os sintomas da Síndrome de Irlen e ainda desconhecem o tratamento.

Para agendar uma avaliação clique em "Contato".



Uma em cada seis crianças tem síndrome de Irlen

 Confundido com dislexia, problema é marcado por falta de adaptação ao contraste, como claro e escuro, e há distorção da percepção na leitura, como se texto e palavras estivessem tremendo

Junia Oliveira -
Publicação: 19/09/2012 06:00 Atualização: 19/09/2012 09:41

Pais cujos filhos têm dificuldade de leitura e, por isso, foram identificados como disléxicos devem ficar atentos e insistir no diagnóstico. O problema pode ter cura e a criança fazer parte, na verdade, de 15% da população portadora da síndrome de Irlen. Trata-se de um distúrbio do sistema visual que tem como sintomas mais comuns a dificuldade de adaptação à luz, desorganização espacial (noção de direita, esquerda, em cima e embaixo) e desconforto com o movimento e com figuras complexas e de alto contraste, como as zebradas. Tudo isso impacta os pequenos, principalmente por afetar a coordenação da movimentação ocular, e, consequentemente, prejudicar a leitura. Assim como a dislexia,  manifesta-se com intensidade variável, mas é um problema oftalmológico demonstrado clinicamente e que tem tratamento.

O primeiro conceito de dislexia é de autoria do médico britânico W. Pringle Morgan e foi descrito no fim do século 19 para identificar as crianças que não conseguiam ler, apesar do acesso a uma boa educação. O diagnóstico moderno também tem uma descrição vaga e ampla, de acordo com o oftalmologista Ricardo Guimarães, fundador e diretor do Hospital de Olhos de Minas Gerais, que a descreve como uma síndrome neurológica complexa que se manifesta de forma extremamente heterogênea.

Guimarães ressalta que todos os casos de síndrome de Irlen que não são identificados como tal acabam com diagnóstico de dislexia. “De maneira geral, observamos uma tendência de usar essa classificação como qualquer condição que afete o aprendizado e sobre o que não se sabe exatamente o que é. É mais um diagnóstico de exclusão – não é mais nada, então é dislexia – do que efetivamente de afirmação. É um termo não médico, mas educacional, para falar da dificuldade de leitura. O grande esforço que fazemos é tirar a Irlen desse saco comum”, diz.

Uma a cada seis crianças é portadora da síndrome, tem dificuldades de leitura, mas sai do consultório oftalmológico com um diagnóstico acima de qualquer suspeita. Isso porque o tradicional teste das letrinhas, ou teste de Snellen, trabalha com vogais e consoantes paradas e espaçadas, enquanto o portador de Irlen a enxerga de outra forma no dia a dia. A chefe do Departamento de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão do Hospital de Olhos, Márcia Guimarães, explica que é importante avaliar a criança em algumas atividades. “Por que ela lê a primeira e a segunda frases e depois diz que está cansada, fala que quer ir ao banheiro, beber água? Tem algo na atividade nada confortável e aquilo se torna penoso”, avalia a médica.

TESTE DIFERENCIADO Márcia explica que, nesses casos, é preciso fazer o teste da visão em funcionamento, ao contrário do exame oftalmológico clássico. A avaliação deve excluir a instabilidade da movimentação ocular. “Quando lemos, normalmente movimentamos os olhos de três a quatro vezes por segundo. Para saber se a pessoa lê ou não, não posso me ater a ver se ela enxerga ou não a letra pequena, mas se enxerga e se movimenta bem os olhos da esquerda para a direita numa velocidade rápida e constante e com os dois olhos em sincronia”, afirma.

A médica acrescenta que, muitas vezes, a dificuldade que se transforma numa aversão à leitura está relacionada ao contraste do branco com o preto no papel, deixando a criança sem saber no que prestar atenção. Quem sofre de Irlen não consegue se adaptar ao contraste (claro e escuro ou preto e branco) e, nesse trabalho, costuma ter distorção de percepção, sentindo como se o texto estivesse mexendo e a palavra, trêmula. Márcia acrescenta ainda que o diagnóstico de Irlen e de dislexia devem ser feitos separadamente. Quem percebe a dislexia é o professor e o pedagogo e, apenas recentemente, se tornou um problema médico. Mas, no teste da letrinha, somente cerca de 15% das informações visuais envolvidas no aprendizado são supridas. O restante não é considerado.

"A leitura é a base do aprendizado na nossa sociedade. Quando não consegue aprender, a criança acaba alijada do processo de integração social e vai até, no máximo, o ensino fundamental. Eles são inteligentes, estratégicos e espertos, mas não se saem bem na sala de aula. O olho lacrimeja e coça. O aluno procura alternativa, fica disperso, começa a se mexer na cadeira, é rotulado como desatento, sem educação, hiperativo e acaba saindo da escola", diz. Os testes feitos no hospital verificam como a criança enxerga com luz natural e artificial – na luz fluorescente, o menino vê a letra se mexendo. Por meio de transparências de cores específicas, eliminam-se essas distorções levando de imediato a uma leitura mais fluente e compreensível. Márcia Guimarães destaca que as transparências são um recurso assistivo, não invasivo, de baixo custo e alta resolutividade, que potencializam o efeito das intervenções multidisciplinares mesmo na própria dislexia, se houver déficits visuais envolvidos.

O médico Ricardo Guimarães adverte que nem todos os oftalmologistas estão aptos a detectar a síndrome de Irlen nos consultórios. Segundo ele, a parte da visão relacionada à doença, a subcortical, ainda é uma "parte oculta do iceberg", daí a dificuldade de muitos profissionais em compreendê-la. "O que está comprometida é a visão subcortical, que nos dá a orientação. O que estudamos no consultório é a cortical, a capacidade de classificar os objetos", explica.

Ele acrescenta que os novos estudos da neurociência não foram plenamente incorporados na prática clínica. "Nossa medicina é muito voltada para o balcão. Conhecimentos que não envolvam produtos, ou seja, medicamentos ou técnicas, acabam tendo uma divulgação menor que aqueles com laboratório atrás fazendo propaganda. A maneira pela qual se faz o teste não envolve e não depende do instrumento mais importante do diagnóstico do teste oftalmológico, o de Snellen, mas exige do médico ficar com o paciente mais de uma hora no consultório. E hoje ninguém quer isso."

Dificuldade não está relacionada à inteligência
A chefe do Departamento de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão do Hospital de Olhos, Márcia Guimarães, observa que, ao contrário da Irlen, detectada pelo oftalmologista, a dislexia envolve uma equipe multidisciplinar, com oftalmologistas, neurologistas, terapeutas e fonoaudiólogos, sendo identificada de diversas maneiras por cada profissional. A médica ressalta ainda que ela se manifesta de várias formas. Há pacientes com disortografia (ou disgrafia) e não consegue escrever corretamente; há aqueles que escrevem, mas no momento da leitura não pronunciam o som; e há ainda os casos de dificuldade com a matemática (discalculia), além da dislalia (troca da letra "l" pelo "r", por exemplo), além da dificuldade para diferenciar letras invertidas, como "d e "b", "p ou "q".

“O que chama a atenção é que a dificuldade não tem nada a ver com o grau de inteligência da pessoa. É alguém aparentemente normal, inteligente, com todas as facilidades de expressão, mas na hora de escrever surge a dificuldade. Por isso a criança evita escrever, porque começa a trocar letras e fica sem entender o que ocorre", relata Márcia. Segundo ela, normalmente, os portadores da doença, que atinge de 8% a 12% da população mundial, têm inteligência acima da média, pois, para driblar a deficiência, se esforçam além dos outros. "São pessoas extremamente talentosas em outras áreas, como em processamento espacial (montagem de quebra-cabeça e peças tridimensionais). Dão soluções imediatas a problemas matemáticos. Geralmente, são artistas, poetas, comediantes, pessoas que lidam com o lado da criatividade. Conhecimento padrão para eles é muito difícil", acrescenta.

A suspeita de dislexia recai depois dos 9 anos, quando a criança já foi exposta a um estímulo de escola mais intenso. A médica ressalta que há pouco tempo examinou uma família de empresários do ramo de supermercados de Belo Horizonte, em que todos os irmãos são dislexos. Eles adotaram uma estratégia de estudo em grupo. Enquanto um lê, os outros escutam. "A dificuldade pode ser na aquisição da habilidade de leitura ou no que a pessoa lê. Deve prestar tanta atenção no que está lendo a ponto de não conseguir se lembrar do conteúdo no fim do texto. Toda a atenção é desviada para decodificar o som", completa.

Fonte: Estado de Minas

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