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11 de mar de 2012

Epilepsia tem alta incidência na escola. Os educadores são fundamentais na identificação.



Por
Norita M. Dastre
A Epilepsia é uma condição neurológica grave mais comum na infância e na terceira idade no mundo todo. Estima-se que no Brasil cerca de três milhões de pessoas são acometidas pela Epilepsia e dentre elas 50% são crianças. Pesquisa aponta que onze em cada mil sujeitos com Epilepsia têm de cinco a quatorze anos, ou seja, são as crianças e os adolescentes em idade escolar. O maior número de casos de epilepsia se encontra na população de baixa renda e nos extremos da faixa etária: infância e na terceira idade como uma das sequelas do AVC.
Segundo o Dr. Li Li Min, Neurologista professor da Universidade de São Paulo,  nos países em desenvolvimento a maioria dos pacientes com epilepsia não recebe tratamento adequado e sofre estigmatização pelo diagnóstico.
Esses dados expressivos apontam para a necessidade de investimentos em ações de divulgação sobre a doença para a conscientização da população sobre os fatores de risco para a Epilepsia, os tratamentos disponíveis nos equipamentos de saúde pública, sobre o que está sendo produzido cientificamente e acerca da assistência à saúde das pessoas com epilepsia.

O desconhecimento sobre a doença associado às crenças da população fundamentam o preconceito que muitas vezes surge na própria família e estende-se a outros grupos sociais dos quais as crianças e adolescentes participam, fazendo com que eles sofram com o estigma e sejam alijados do direito de participar ativamente da sociedade.
O estigma causa prejuízos em todas as dimensões da vida dos indivíduos com Epilepsia, desde as suas relações familiares e consigo mesmo, como na escola e nos campos social e profissional. Por conta disso, eles podem desenvolver distúrbios emocionais como a depressão e ansiedade assim como acabarem por se estigmatizar. Isso pode ocorrer pelo seu desconhecimento sobre as causas da sua própria condição, as suas possibilidades e limitações e principalmente sobre os seus direitos.
A escola, como espaço ético privilegiado para a formação de cidadãos, conscientes dos seus direitos e deveres, pode contribuir muito para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com Epilepsia desenvolvendo, juntamente com a comunidade escolar, ações de formação dos profissionais da educação sobre essa condição neurológica, já que eles lidam diariamente com milhares de crianças e adolescentes, assim como  das famílias  e dos seus alunos.

1.SAMPAIO, L. P.de B. Estudo da prevalência de epilepsia em crianças e adolescentes da comunidade de Paraisópolis. (2010, p.16). Disponível em:;. Acesso 10 jun 2011
2.MIN, L.L. Projeto Demonstrativo em Epilepsia no Brasil. Disponível em: . Acesso em:1 jul,2011. 

3.MIN L.L; FERNANDES P. T. Pororoca cerebral. COM CIÊNCIA-Revista eletrônica de Jornalismo Científico. Disponível em:. Acesso em 6jun2011

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