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2 de mai. de 2010

NEUROCIÊNCIAS DA APRENDIZAGEM

 
 Para nós educadores, que convivemos com as dificuldades de aprendizagem dos nossos alunos, é de extrema e fundamental importância compreendermos como ocorre a aprendizagem no cérebro humano.

Embora seja um enorme desafio, essa compreensão de como o cérebro aprende abrirá as portas para que possamos intervir nesse processo - de aprendizagem- no exato momento em que ele está ocorrendo, ou seja, poderemos sim criar o ambiente e o estímulo propícios para que os alunos superem as suas dificuldades.

 As Neurociências da Aprendizagem desvendam o"mistério" do aprender. Esse novo ramo da ciência está aí para que possamos compreender como o cérebro humano aprende e como se processa a aprendizagem nesse magnífico "mundo".



 
Para o nosso cérebro tudo é possível. Neurônios espelhos, sinapses, plasticidade cerebral...

1 de mai. de 2010

Como anda a saúde mental de nossas crianças e adolescentes? "Congresso Aprender Criança - 2010"



Para que ocorra a aprendizagem o ser humano precisa de algumas condições básicas como:
  1. ter o  organismo em condições físicas que possibilitem a aprendizagem;
  2. Um ambiente estimulante, motivador,  com material potencialmente significativo que desperte o interesse e a curiosidade;
  3. Estrutura cognitiva apta a estabelecer relações e
  4. Uma estrutura psíquica íntegra, capaz de suportar o desejo de aprender.
Crianças e adolescentes encontram obstáculos na vida acadêmica por conta de vários fatores, dentre eles estão as dificuldades de aprendizagem e/ou  um comprometimento em alguma das condições básicas descritas acima.

Em minha profissão tenho contato diário com crianças e adolescentes que  fracassam na escola por conta das dificuldades, distúrbios e/ou transtornos de aprendizagem. Essas crianças e adolescentes não entendem o "porquê" desse fracasso. Muitos se consideram "burros"(sic) e diferentes dos demais alunos do seu grupo. Acreditam serem incapazes de aprender e acabam por desenvolverem baixa auto-estima.


1 de out. de 2009

Em um cinema mudo, pianista cego executa trilhas ao vivo com a ajuda de sua neta.

Velha História

Pronunciamento da ABD (Associação Brasileira de Dislexia)

"No dia 21 de setembro de 2009 foi realizado na Câmara Municipal de São Paulo o Seminário 'Dislexia Subsídios para políticas publicas'. A ABD foi convidada a participar na organização do evento em março  de 2009  porém, declinou o convite no mês de junho. As cartas encaminhadas  aos organizadores, estão a disposição logo abaixo nesta página, assim como as listas de instituições nacionais e internacionais apoiadores da dislexia"

À Câmara Municipal dos Vereadores de São Paulo
Prezados Senhores Vereadores Juscelino Gadelha e Eliseu Gabriel
A Associação Brasileira de Dislexia - ABD sente-se muito honrada  ao ser convidada a participar do I Seminário Internacional de Dislexia programado para o dia 21 de setembro de 2009 na Câmara Municipal dos Vereadores de São Paulo.
Foi muito gratificante para a ABD receber esse convite no ano que completa o jubileu de prata de atividades voltadas ao diagnóstico da dislexia,  orientação ao paciente disléxico e promoção de cursos de capacitação profissional para atender os portadores de dislexia. Mas ao serem examinados os detalhes do Seminário, notamos que o tema principal da discussão será sobre a existência da dislexia, o que nos pareceu estranho. A dislexia é citada na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) sob o número F.81.0, bem como no DSM IV (editado pela Academia Americana de Psiquiatria) sob o número 315.00.
Após 25 anos de atuação profissional para o diagnóstico, orientação, divulgação e pesquisa na área da dislexia, embasada em dados nacionais e internacionais não nos parece pertinente esse tipo de discussão. A dislexia, como diagnóstico médico, já ultrapassou um século de existência e para constar na classificação do CID 10 e do DSM IV necessitou de um trabalho exaustivo da comunidade científica mundial para atingir esse status. Portanto uma contestação a esse diagnóstico  não nos parece ser da alçada de um Seminário tal qual está sendo organizado, mas sim de âmbito internacional envolvendo todas as entidades dedicadas aos estudos e pesquisas sobre o tema. Destarte, a ABD agradece o honroso convite, mas abdicará da participação, pois extrapola à sua competência alterar as diretrizes vigentes a respeito da dislexia.
Sem mais para o momento
Atenciosamente,
Associação Brasileira de Dislexia - ABD

http://www.dislexia.org.br/

Leia mais.....

Dislexia é tema de seminário na Câmara Municipal de São Paulo

Dislexia é um transtorno ou distúrbio de aprendizagem

Juvenal Pereira
Dislexia é tema de seminário na Câmara Seminário aconteceu no Salão Nobre da Câmara
O vereador Eliseu Gabriel( PSB) juntamente com o  Conselho Regional de Psicologia -SP, o Sindicato dos Psicólogos do Estado de SP e o  Grupo Queixa Escolar promoveram, nesta segunda-feira ( 21/09), o seminário “Dislexia, Subsídios para Políticas Públicas”, na Câmara Municipal.
O objetivo do seminário é levar ao conhecimento do Legislativo Municipal e Estadual Paulista a polêmica que envolve o diagnóstico e o tratamento dos denominados “transtornos ou distúrbios de aprendizagem”.
Segundo os organizadores, a dislexia tem sido usada no meio educacional como justificativa da dificuldade que certas crianças apresentam no processo de aprendizado da leitura e da escrita.
Os legisladores, sensíveis às demandas sociais, passaram então a propor leis para garantir a identificação precoce da dislexia na rede pública e o encaminhamento das crianças ao sistema de saúde.
Foram abordados os seguintes temas : O enfrentamento de dificuldades ou distúrbios de leitura e escrita no Município de São Paulo;  Dislexia existe? Questionamentos a partir de estudos científicos; Medicalização e escolarização: por que as crianças não aprendem; O que pensam as entidades da Psicologia sobre o tema : Conselho Regional e Sindicato; e no fim foi realizado um debate.

Mas na verdade o que foi discutido.... a existência ou não da Dislexia!

A ABD abdicou de participar e se pronuncia. Veja na próxima postagem.

23 de set. de 2009

Símbolo da Psicopedagogia



Ao se definir e conceber o símbolo da profissão, buscamos produzir uma síntese das consciências particulares, estabelecendo, conseqüentemente, através daquela concepção a consciência coletiva do segmento profissional.

Inspirado nos valores éticos inerentes à nossa profissão e nos princípios e significados da simbologia, o símbolo deveria traduzir toda a grandeza da Psicopedagogia. Nossa proposta para sua criação tinha como objetivo estabelecer o vínculo com nossa história e, resgatar seu real significado que, hoje mais do que nunca, permanece através da legitimidade que a sociedade lhe atribui.

Como resultado de todo este processo, a proposta de se partir da simbologia da Fita de Möbius foi aprovada.

Por que Fita de Möbius?

Em 1858, o matemático e astrônomo alemão Auguste Ferdinand Möbius ao pesquisar o desenvolvimento de uma Teoria dos Poliedros, descobriu uma curiosa superfície que ficou conhecida com seu nome, a Fita de Möbius. É uma fita simples que tem duas superfícies distintas (uma interna e outra externa) limitadas por duas margens. Trata-se de uma superfície de duas dimensões com um lado apenas. Assim, se caminharmos continuamente ao longo da fita, atravessamos ora uma, ora outra dimensão.

O que encanta nesta fita é a sua extraordinária simplicidade aliada a um resultado complexo – transformando o finito em infinito.

Estas idéias foram passadas para dois design-gráficos que apresentaram algumas propostas, as quais foram apresentadas para no VIII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia para que os congressistas votassem.

O significado do Símbolo eleito foi descrito da seguinte forma:

Fita de Moebüs com 3 voltas. Representa o olhar do Psicopedagogo. As voltas estão dispostas de forma a representar a aprendizagem do indivíduo. O círculo central representa o indivíduo em processo para a aquisição de conhecimento, chegando ao fim com mudanças perceptíveis (círculo vermelho).

Esse símbolo foi assim representado com o propósito de caracterizar nossa área de atuação, representando o Psicopedagogo com suas características próprias.

Esperamos que nosso Símbolo seja amplamente divulgado!

Um forte abraço
Quézia Bombonatto
Presidente Nacional da ABPp

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