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5 de jul. de 2012
Introdução à Psicologia do Desenvolvimento- TV UNIVESP
Fonte: Universidade Virtual do Estado de São Paulo - TV UNIVESP
Lev Vygotski
O programa conta quem foi Lev Vygotski e quais são as idéias que influenciaram o pensamento sobre educação, principalmente sobre o desenvolvimento da linguagem.
24 de jun. de 2012
Por que procurar uma Psicopedagoga? Para quê é indicada? Quem é a pessoa e como avalia o problema? Como é o tratamento? E quanto ao diagnóstico de Dislexia, TDAH e/ou outros distúrbios?
Diante disto, tentarei aqui responder algumas destas questões.
P. O meu filho demora um pouco para ler e em entender as matérias. Por que a escola me orientou a procurar uma Psicopedagoga?
N. Como a Psicopedagogia se debruça especificamente sobre as questões afins à cognição –ato de conhecer ou de captar, integrar, elaborar e exprimir informação- e afetividade, que estão diretamente ligadas à maneira como as pessoas aprendem, ela investiga quais são os fatores que estão interferindo na aprendizagem e trata as dificuldades que o aprendente está enfrentando.
Possivelmente a professora ou o professor identificou em seu filho a necessidade de um olhar diferenciado para o processo de aprendizagem dele.
Geralmente as dificuldades encontradas pelas pessoas, que estão em eterno processo de aprendizagem, são de ordens pedagógica, afetiva e/ou orgânica.
A maioria das crianças e adolescentes atendidos no consultório é encaminhada por educadores que identificaram as dificuldades de aprendizagem de seus alunos.
A desmotivação, a desatenção, as dificuldades com a memória, a agitação constante, a leitura lenta, a compreensão do conteúdo lido muito comprometida, a dificuldade com a matemática, dentre outras matérias, o “branco” na hora de realizar as provas e a preguiça são alguns dos sintomas apresentados pelos alunos, que motivam os educadores encaminhá-los para uma avaliação e tratamento psicopedagógico.
P. Para quê é indicada?
N. A Psicopedagogia é indicada quando uma pessoa estiver enfrentando problemas na aprendizagem, inclusive no trabalho.
Além das crianças e adolescentes com problemas na escola, adultos que apresentam dificuldades tanto nas atividades da vida diária como no desempenho acadêmico e/ou profissional, podem contar com os Psicopedagogos que os auxiliarão na identificação das causas destas dificuldades e indicarão o tratamento adequado.
P. Quem é a pessoa que trabalha com a Psicopedagogia, como é seu trabalho e como avalia o problema?
N. Os profissionais da Psicopedagogia são especialistas na área, ou seja, são formados em cursos de pós-graduação. Atualmente é necessária a graduação em Psicopedagogia.
Além desta formação os Psicopedagogos precisam estudar muito as teorias da aprendizagem, os processos mentais envolvidos no aprender e fundamentalmente as questões afetivas, orgânicas e ambientais das quais a aprendizagem sofre influência.
Atualmente os achados das Neurociências têm contribuido muito para a prática Psicopedagógica. Cabe ao profissional estar atualizado quanto à essas contribuições.
O trabalho, ou seja, a atuação dos Psicopedagogos se dá em consultório por meio de atendimento individualizado e com a família. Também atua nas instituições escolares junto aos docentes, tendo como foco das suas observações e intervenções as dinâmicas das relações interpessoais em sala de aula e da aprendizagem. Ele também pode atender, no contraturno, alunos com dificuldades de aprendizagem ou nas suas relações.
Na clínica o primeiro contato é com a pessoa que está enfrentando dificuldades de aprendizagem juntamente com a sua família, que traz a queixa.
Neste encontro o profissional é colocado a par do que ocorre com a pessoa no momento presente e se dá o fechamento do contrato de atendimento para a avaliação. Assim sendo, são acordados o número e os dias dos encontros, os valores, os combinados sobre a frequência/ausência, a data do encontro com a entrevista familiar e do fechamento da avaliação.
O processo de investigação, de avaliação, se dá num período de 8 a 10 encontros, dependendo do caso.
Posteriormente ao processo de investigação, é realizado o encontro chamado “Informe Psicopedagógico” e, de acordo com o caso, apresentado o plano de tratamento.
P. Como é o tratamento?
N. O tratamento depende dos resultados da avaliação. Portanto, a sua duração dependerá dos resultados de uma série de ações e de fatores tais como o trabalho sistemático com a educação cognitiva e afetividade, as intervenções nas dinâmicas familiar e escolar, a necessidade de alguns acompanhamentos com outros profissionais, questão pertinente a cada caso, mas fundamentais para que se atinjam os objetivos esperados.
Para que se obtenha resultados efetivos, e sempre de acordo com o caso, normalmente é acordado com a família dois encontros semanais. Também se requer uma interação e sintonia entre o trabalho dos profissionais da escola, da Psicopedagogia e da família.
Durante as sessões são trabalhados os conteúdos escolares defasados e a cognição/afetividade por meio de jogos e outras atividades desafiadoras que motivem o aprendente a buscar alternativas e estratégias para superar os obstáculos e avançar na sua aprendizagem.
P. E quanto ao diagnóstico de dislexia, TDAH e outros distúrbios?
N. É muito importante ressaltar que o trabalho psicopedagógico tem caráter interdisciplinar, portanto, deve ser desenvolvido em sintonia com o trabalho da equipe multidisciplinar que, dependendo do caso, deve contar com Neurologista, Psiquiatra, Fonoaudiólogo, Otorrinolaringologista, Pedagogos,Psicomotricistas e Psicólogos- atendendo no processo de avaliação e de tratamento. Os Neurologistas ou Neuropediatras e os Psiquiatras são os responsáveis pelo fechamento do diagnóstico.
Portanto, não cabe a todos os profissionais da Psicopedagogia fechar um diagnóstico de distúrbios e transtornos de aprendizagem. Isto porque muitos deles não são profissionais da área da saúde.
Como a ação psicopedagógica está especificamente voltada para as questões afins à aprendizagem, à avaliação e intervenção nos fatores intervenientes na aprendizagem, como a cognição e a afetividade, os encaminhamentos necessários, a cada caso, deverão ser feitos aos profissionais da saúde mencionados acima.
9 de jun. de 2012
A vida e morte do neurônio
Não faz muito tempo que os cientistas acreditavam que nascíamos com todos os neurônios que sempre teríamos. Mas em 1962, o cientista Joseph Altman desafiou essa crença quando notou evidências de neurogênese (o nascimento de neurônios) numa região do cérebro de camundongos adultos chamada de hipocampo. Posteriormente ele relatou que neurônios recém-nascidos migravam do seu local de nascimento no hipocampo para outras partes do cérebro.
Essas descobertas sobre a neurogênese no cérebro adulto surpreenderam os cientistas, mas muitos ainda acreditavam que elas não se aplicavam aos humanos. Foi quando Elizabeth Gould descobriu evidências de neurônios recém-nascidos em chimpanzés, e Fred Gage e Peter Eriksson demonstraram que o cérebro adulto humano também produzia novos neurônios.
O sistema nervoso central (que inclui o cérebro e a coluna vertebral) é composto de dois tipos básicos de células: os neurônios e as da glia. Estima-se que as células da glia superam em quantidade os neurônios em até nove vezes, mas mesmo em menor número são os neurônios que desempenham os papéis principais no cérebro. Os neurônios são mensageiros de informações, utilizando impulsos elétricos e sinais químicos para transmitir informações entre áreas diferentes do cérebro, e entre o cérebro e o resto do sistema nervoso.
Apesar da maioria dos neurônios já estarem presentes no cérebro desde o nosso nascimento, há evidências de que a neurogênese ocorre ao longo de toda a vida. Os neurônios nascem em regiões do cérebro que são ricas na concentração de células precursoras neurais (também chamadas de células-tronco neurais). Essas células têm o potencial de gerar quase todos, se não todos, os diferentes tipos de neurônios e glia encontrados no cérebro.
Uma vez que o neurônio nasce, ele tem que viajar para o lugar do cérebro onde ele vai trabalhar. Isso ocorre através de um complexo sistema de longas fibras de células da glia e de sinais químicos que guiam os neurônios através do cérebro até o seu destino final.
Nem todos os neurônios sobrevivem a essa jornada migratória de duas a três semanas. Cientistas acreditam que apenas um terço dos neurônios chega ao destino final e se estabelece de forma efetiva. Nesse processo chamado de diferenciação, um dos menos compreendidos da neurogênese, o novo neurônio passa a se assemelhar aos seus vizinhos e começa a desenvolver canais de comunicação com os mesmos.
Os demais neurônios não conseguem se diferenciar ou morrem, mas há também os que sobrevivem à jornada, mas acabam em lugares errados. Mutações nos genes que controlam a migração criam regiões de neurônios deslocados ou malformados que podem causar distúrbios como a epilepsia infantil ou retardamento mental. Alguns pesquisadores suspeitam que a esquizofrenia e a dislexia são em parte o resultado desses neurônios perdidos.
Apesar dos neurônios serem as células mais longevas do nosso corpo e um grande número de novos neurônios morrerem durante o processo de diferenciação e migração, a vida de alguns neurônios saudáveis também pode sofrer reveses. Danos físicos ao cérebro e à coluna vertebral, como um traumatismo ou um derrame (AVC), podem matar neurônios imediatamente ou lentamente matá-los de falta de oxigênio e nutrientes necessários à sua sobrevivência. Algumas doenças do cérebro, como as de Parkinson, Alzheimer e Huntington, são o resultado da morte não natural de neurônios.
Cientistas buscam entender cada vez mais sobre a vida e morte dos neurônios na esperança de desenvolver novos tratamentos, e possivelmente até curas, para doenças e distúrbios cerebrais que afetam milhões de pessoas no mundo todo.
Para nós é importante entendermos os fatores que afetam a vida e morte dos neurônios para podermos garantir uma vida mais longa e com bem-estar, tomando atitudes que promovam o nascimento de novos neurônios e adiem a sua morte, tais como: exercícios físicos, estímulos cognitivos (jogos para o cérebro), alimentação balanceada, sono adequado, socialização e controle do estresse.
Fonte: Cérebro Melhor
Cérebro Adolescente
Recentes estudos sobre o cérebro humano, realizados através das análises de imagens obtidas com a Ressonância Magnética Funcional, alteram a visão que se possuía sobre esse órgão promotor das ações humanas e entre todas essas mudanças, as que parecem intervir de forma mais direta sobre o que se pensa em educação diz respeito ao cérebro do adolescente.
Não muito tempo atrás se afirmava que o cérebro humano apresentava-se extremamente plástico e mutável na infância, mas que se consolidava por volta dos doze anos e, dessa forma, o cérebro adolescente era praticamente igual ao cérebro adulto e as diferenças comportamentais entre ambos devia-se essencialmente a questão hormonal. Hoje sabemos que os hormônios contam – e muito – na intempestividade adolescente, mas pode a mesma ser ampliada pelo amadurecimento do córtex pré-frontal. Não parece importar para a natureza destas considerações a essência biológica dessas mudanças, e sim de que natureza são, e de que forma pais e professores podem intervir de forma positiva visando uma ajuda.
É sempre importante realçar que mudanças cerebrais ocasionam alterações comportamentais involuntárias e, dessa maneira, nenhum adolescente se transforma da forma como se transforma porque assim quer agir ou porque adora imitar colegas que assim agem, mas pela ação de processos orgânicos que não sabe explicar e não pode controlar. É por essa razão que bem mais útil que criticar e punir é compreender e ajudar.
Assim considerando, relacionamos algumas mudanças que a neurologia já detecta e sugerimos algumas práticas que podem constituir cooperação expressiva.
1. O cérebro das meninas desenvolve-se cerca de dois anos mais cedo que o cérebro de meninos e somente por volta dos vinte a vinte e dois anos é que esse desenvolvimento se equipara. Essa diferença claramente notada mostra que a maturidade chega bem mais cedo do lado das meninas e, muito antes que os meninos podem abrir mão de atento acompanhamento. De qualquer forma é sempre importante considerar o julgamento que o adolescente faz de si mesmo, respeitá-lo plenamente, ainda que sabendo que esse autojulgamento é sempre mais instável e, portanto, sujeito a bruscas alterações por parte dos meninos. Se a menina, entretanto, é coerente e mais cedo que o menino é também melhor arquiteta na capacidade em simular uma segurança que não sente e, por esse motivo, a presença do adulto sempre perguntando, interrogando, desafiando, propondo representa estratégia sutil de envolvimento e caminho sereno de abertura para “soltar” a vontade de falar e pedir orientação. É essencial que professores e pais ajudem os adolescentes a organizarem sua agenda, administrarem seu tempo e disponibilizarem-se em estar sempre prontos para ouvir, intervindo quando solicitado, mas é impossível esperar que a seriedade da condução dessa administração aconteça com igual intensidade em sexos diferentes;
2. De forma geral, no inicio da adolescência e até por volta dos 15 anos ainda crescem áreas cerebrais ligadas à linguagem, razão pela qual é a fase em que se percebe grandes progressos na capacidade de escrita e nos interesses pela leitura. Esse interesse, entretanto, estiola-se sem a ajuda de estímulos proporcionados por pais e professores que animem o adolescente à leitura, interrogue-os sobre o que estão lendo, despertem seus entusiasmos para a escrita, anime-os a organizar seus diários, que representam oportunidade excelente para acréscimo na qualidade da expressão e capacidade de reflexão através da conversa interior que tal prática impõe. Quando possível, é esse o grande momento para a aprendizagem de línguas estrangeiras.
3. O desenvolvimento lingüístico aumenta os “diálogos interiores” do adolescente e, dessa maneira, conversando muito e sempre consigo mesmo, preferem evitar conversas com pais e professores, fugindo de relatos sobre suas ações, pensamentos e julgamentos. É nessa hora que cresce a importância de se estimular o que mais se evita, abrindo espaços para que apareçam “bons papos”, longas conversas com adultos e estes, nessa oportunidade, devem menos aconselhar e mais ouvir. Quem sabe ouvir, sabe sugerir que o adolescente reflita sobre o que fala e “empurrado serenamente a essa ação” pode completá-la de maneira progressiva e consciente. Mais importante que a certeza de se mostrar “bons caminhos” é a serena ajuda no sentido de se ouvir o adolescente, propondo que ele próprio busque esses caminhos.
4. Cérebros em mudança são sempre sensíveis a palavras, mas são ainda mais sensíveis a exemplos. Se impossível fornecer exemplo permanente de ação digna e de pensamentos altruístas, que ao menos possa se exaltar essa qualidade, convidando o adolescente a refletir sobre a ação admirável de personagens que assiste no cinema ou na TV, sobre ídolos que edifica das boas leituras que faz. Fazê-los falar sobre entes que admiram, constitui uma forma coerente de legitimar um exemplo ainda que fictício.
5. As rápidas mudanças no córtex pré-frontal ocasionam intensa agitação que se manifesta pela extrema ousadia e imprudência geralmente associadas a comportamentos irresponsáveis, muito mais nas intenções que nas ações. Horrorizar-se diante de respostas dessa natureza de nada adianta, como adianta muito pouco buscar uma repressão direta. Em circunstâncias como essas é extremamente válido solicitar a ajuda na construção de regras consensuais e mostrar-se árbitro rigoroso em seu cumprimento. Uma coisa é o adolescente aceitar regra imposta pelo adulto, outra coisa é assumir os efeitos e sanções das regras que ele próprio foi chamado a construir. Ainda que se rebele com palavras, todo adolescente admira o adulto coerente, firme ao exigir o que sabe de sua parte cumprir.
Pais e professores que facilmente se aborrecem com a imprevisibilidade adolescente, aborrece-se também com a imaturidade de certos patrões ou com a instabilidade de certos amigos, mas por serem patrões ou por acreditarem que importa preservar a amizade, sabem ceder e com tolerância compreender o outro. Quem sabe aceitar os desatinos de um patrão em nome do emprego que não pode perder e sabe aceitar as esquisitices de um amigo que adora preservar, sabe adaptar-se a um adolescente que muito mais que patrões e amigos vivem momentos involuntários de oscilações, que clamam por compreensão e amor.
Fonte:Celso Antunes
19 de abr. de 2012
O que é a Psicopedagogia?
De acordo com Associação Brasileira de Psicopedagogia:
A psicopedagogia é um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio - família, escola e sociedade- no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia.
A Psicopedagogia é de natureza interdisciplinar. Utiliza recursos das várias áreas do conhecimento humano para a compreensão do ato de aprender, no sentido ontogenético e filogenético, valendo-se de métodos e técnicas próprios.
O trabalho psicopedagógico é de natureza clínica e institucional, de caráter preventivo e/ou remediativo.
O trabalho psicopedagógico tem como objetivos:
(i) promover a aprendizagem, garantindo o bem-estar das pessoas em atendimento profissional, devendo valer-se dos recursos disponíveis, incluindo a relação Inter profissional;
(ii) realizar pesquisas científicas no campo da Psicopedagogia.
12 de dez. de 2010
CÓDIGO DE ÉTICA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA - ABPp Reformulado pelo Conselho Nacional e Nato do biênio 95/96
11 de dez. de 2010
PEDAGOGIA - Estudo de Caso - 1
Data: 26/2/2010
Aplicadora: Professora
Aluno: Menino, 12 anos, 6º ano do ciclo II
Queixa:
Nível de leitura muito abaixo do esperado para sua série.
Dificuldade na sequenciação de letras em palavras, com enunciados de problemas matemáticos, na expressão escrita, na elaboração de textos escritos, na organização da escrita, na compreensão de textos e na compreensão da linguagem não verbal. Presença de omissões, trocas e aglutinações de grafemas. Dificuldade em conseguir terminar as tarefas dentro do tempo. Discalculia. Memória de trabalho prejudicada. Déficit de Atenção.
Encaminhamento da atividade:
Leitura em voz alta pela professora do conto (já conhecido pelo aluno): "A leiteira e o balde de leite".
Leitura silenciosa feita pelo aluno.
Reconto pelo aluno.
Produção textual.