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23 de mar. de 2012

NEURÔNIOS ESPELHOs

Por Norita M.Dastre
Em vários momentos de nossa vida nos pegamos bocejando ao olharmos uma pessoa bocejando, tendo atitudes iguais às de nossos companheiros, baixando o tom de voz quando alguém nos fala baixinho, imitando um comportamento de alguém, ou seja, aprendendo por meio da imitação.
Estudos sobre a capacidade que os seres humanos têm de imitarem expressões faciais e comportamentos vêm sendo realizados por vários cientistas, dentre eles o Dr. Andrew Meltzoff (1977) que estudou as imitações das expressões faciais feitas por bebês recém-nascidos.  
Como se pode observar na Fig. 1, a cada expressão facial do médico o bebê correspondeu com perfeição, significando que algum processo mental, ainda desconhecido, ocorria nesse momento de observação da criança.         

                          Fig.2 Dr. Andrew Meltzoff e um bebê com 18 dias de vida.

Na década de 1990, Rizzolatti (1988) e colaboradores observaram a área pré-motora ventral (F5) de macacos Rhesus e descobriram que nessa região, do controle das mãos, neurônios disparavam quando o macaco realizava um determinado movimento como empurrar, puxar e agarrar. Descobriram que essas mesmas células também disparavam quando o animal apenas observava alguém realizando as mesmas ações. Posteriormente em estudos realizados em humanos utilizando a tecnologia da IRMf, observou-se que as mesmas áreas cerebrais (frontais) são ativadas durante a execução ea  observação de ações. 
Essa capacidade de imitação é inata e independe da memória, pois qualquer ação realizada diante de nós pode ser executada, o que faz da imitação uma possibilidade de aprendizado.

Congresso Aprender Criança 2012

 
Centro de Convenções de Ribeirão Preto
31 de agosto a 02 de Setembro


Todos sabemos, INCLUIR é lei!
Todos sabemos também que muito pouco ou quase nada foi feito para capacitar o Educador em INCLUSÃO. Mais uma vez assistimos às cobranças sobre o Educador e a Escola sem a devida formação de recursos. Por outro lado, cresce assustadoramente os conhecimentos sobre o desenvolvimento infantil e como se processa a aprendizagem no cérebro.
Parafraseando épocas passadas, acreditamos numa INCLUSÃO AMPLA, TOTAL E IRRESTRITA! Além dos esforços a serem dedicados para as crianças com necessidades especiais, entendemos que toda a diversidade do cérebro, comportamento, emoções e cognição da criança merecem atenção e cuidados específicos. Só assim conseguiremos incluir a todos, reabilitar as deficiências e turbinar as habilidades.
Venha você também fazer parte dessa história, participe do APRENDER CRIANÇA 2012.

Temática:
·         Um amplo debate sobre a INCLUSÃO na opinião de renomados especialistas na área;
·         Desmistificando a inclusão da criança com deficiência visual, auditiva, física e mental, como também dos superdotados;
·         Desmistificando a inclusão dos portadores de transtornos mentais: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, Espectro Autista e outros;
·         Desmistificando a inclusão de crianças com transtornos específicos de aprendizagem (Dislexia, Discalculia e Transtorno de Aprendizagem Não Verbal);
·         Desmistificando a inclusão da criança com disfunções executivas (“Como avaliar funções executivas na criança”, “A reabilitação cognitiva ao alcance do Educador”);
·         Inclusão e Educação baseadas em evidências científicas;
·         Aprendendo a usar ferramentas especiais: “Teoria da Mente”, “Metacognição” e “Aprendizagem através do movimento”.

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